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Segue-se da avaliação anterior que as fotografias da Ilha de Trindade poderiam envolver tanto uma aeronave quanto um processo de dupla-exposição. A pergunta permanece sobre se uma aeronave realmente estava na ilha para produzir a primeira imagem. Eu mostrei que era possível a uma aeronave bimotora leve chegar à ilha e voltar ao continente, embora qual seria o propósito provável de tal vôo - e quem o faria - não esteja muito claro. Navegação por 650 milhas de mar seria difícil para dizer o menos, e a maior parte fora do alcance de sinais de rádio para navegação. Certamente, não há (e presumivelmente nunca houve) qualquer rádio de orientação para navegação na Ilha de Trindade. Com um tempo de viagem de ida-e-volta de mais de seis horas teria sido uma tarefa exigente para qualquer piloto de aeronave leve. Permitindo estes fatores, eu concluo que não havia nenhuma aeronave na Ilha de Trindade. O que seria mais provável, o aeroplano foi fotografado em outro lugar e então sobreposto no fundo da ilha. Isto ajudaria a explicar por que, como o Oficial tinha notado, a ilha aparece focalizada nitidamente nas fotografias, mas o próprio objeto está borrado. Talvez todas as imagens tenham derivado do mesmo original - e ele teria sido uma fotografia de um Twin Bonanza ao que parece. Barauna poderia ter experimentado com uma foto desta aeronave, talvez tendo notado - bastante sem querer - como parecia como um disco voador do ângulo particular em que tinha sido fotografada. Ele poderia então ter re-fotografado imagens sucessivas da aeronave, em configurações de exposição e obturador diferentes, e talvez desfocado a máquina fotográfica, em uma tentativa de ver como sua forma de disco poderia ser refinada. Uma vez que F2 foi provavelmente copiada de F1, não há nenhuma razão para que F3 e F4 não pudessem ter sido derivadas de F1 ou F2. Pistas sobre o processo de manipulação de imagem podem ser evidentes nas fotografias. Se elas são examinadas, os objetos parecem ficar mais tênues e menos definidos à medida que progridem. A região escura que forma o domo do disco na fotografia original se transforma e migra erraticamente pelo objeto em cada imagem sucessiva. Está no topo da imagem em F1, mas embaixo nas outras três imagens. As asas também ficam mais curtas e grossas. Seja de que forma Barauna alcançou isto, o produto final estava muito longe do original, e parecia muito mais como uma nave alienígena. Alguns poderiam argumentar que esta mutação aparente simplesmente reforça a possibilidade de que o objeto era mesmo uma nave alienígena. Porém, eu diria que a colocação irregular do ponto preto, a inversão súbita do objeto em F2 e sua forma mutante pelas imagens demonstra uma falta de consistência no comportamento e aparência do objeto. Nenhuma das supostas testemunhas fez qualquer referência a uma mudança em forma ou uma inversão súbita enquanto o estavam assistindo.11 Outros aspectos do caso têm no passado colocado em questão a integridade das fotos. Ronald Story aponta ao fracasso da Marinha brasileira em obter declarações das testemunhas imediatamente depois do evento.12 Conseqüentemente o número real de testemunhas não é conhecido e se tornou o produto de especulação em lugar de fato estabelecido. Peter Brookesmith explica como Barauna tinha retido os negativos durante dois dias antes da Marinha os obter dele para análise, sendo que ele já os tinha cortado do resto do filme.13 Parece que ele teve bastante oportunidade para modificar os negativos. Acima de tudo, dada a habilidade comprovada de Barauna para produzir fotografias forjadas, é uma coincidência notável que ele deveria posteriormente testemunhar e fotografar um OVNI ele mesmo. Talvez Barauna estivesse tentando criar sua própria versão das fotografias da Barra da Tijuca (1952), também no Brasil, com as qual as fotos de Trindade se assemelham tanto na aparência do OVNI como na paisagem. Neste estudo eu chamei atenção para aspectos chave das Fotografias 1 e 2 que, eu acredito, dão boa razão para duvidar da autenticidade das imagens da Ilha de Trindade - consideradas durante mais de 40 anos um dos casos irrefutáveis do arquivo de fotos de OVNIs.